Viagens Pedagógicas

 

Há viajantes e turistas.
Viajante é curioso. Turista é alheio.
Viajante se aprofunda, aprende, vasculha. Turista fica no superficial, espia, perambula.
Viajante quer compreender. Turista tira fotos de monumentos e, principalmente, tira foto ao lado de monumentos.
Viajante garimpa detalhes, momentos, emoções. Turista busca prazeres fáceis e compras em promoções de fim de estação.
O desejo do viajante é se confundir com o nativo. Em Roma, como os romanos, conforme o antigo ditado.
O Colégio Santa Cecília deseja formar cidadãos do mundo, de horizontes abertos, sem fronteiras, de peito e mente abertos para este planeta enorme e plural que existe, pulsa e muda o tempo todo.
Uma viagem pedagógica é, antes de tudo, uma viagem no tempo, para um viajante.
Como percorrer as ruas de São Luís, Ouro Preto e Salvador e não enxergar aquele Brasil colonial de séculos atrás? As ruas cobertas das pedras originais, todas polidas pelas rodas das carruagens e por não-sei-quantos cascos de cavalos nos convidam a descortinar os véus cerrados do passado e entrever um tempo tão diferente do nosso atual. 

Para o viajante atento, caminhar pelas vielas de Roma, cruzar os Foros, contemplar o Coliseu é, essencialmente, conversar com os séculos. É a chance, impagável, de apurar o ouvido e – quem sabe – escutar o brado dos gladiadores da arena, ou o burburinho dos mercados, ou os discursos de Cícero no Senado...

Convenhamos, viajar é bom demais! Imagine, então, poder viajar com seus amigos para destinos magníficos, com uma programação maravilhosa e ainda aprender com isso! É uma oportunidade incomparável.

Não começamos ontem: o ano foi 1991, quando realizamos o primeiro Promovo. Assim era chamado o projeto de viagens pedagógicas do Colégio Santa Cecília nos primeiros anos. O destino era a Serra da Capivara, no Piauí. Desde esse projeto piloto até o ano atual, efetuamos viagens pedagógicas com os mais variados destinos. Além das cidades do interior do Ceará, Natal, Recife, São Luís, Fernando de Noronha, Manaus, Salvador e Chapada Diamantina, Belo Horizonte e cidades históricas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre e Serra Gaúcha foram contemplados nas nossas viagens nacionais. Desde 1995, as viagens pedagógicas também se direcionaram para fora do País. Nesse período, realizamos a nossa primeira EURO. Dessa forma, foi denominada a viagem pedagógica com destino à Europa, com a peculiaridade de ser a mais extensa: trinta dias de viagem. Outro destino Internacional foi o Canadá. Hoje o projeto EURO já está na sua décima edição. Mais de 40 educadores, vinte e cinco países visitados e setecentos alunos já envolvidos.

Todos os anos, um quinto dos estudantes da Escola está incluído em algum dos destinos.

As viagens pedagógicas são projetadas observando o currículo, a série do aluno e a pertinência do que será conhecido no conjunto de todas as visitas.
Os educadores são das mais diversas áreas de ensino. De uma forma interdisciplinar, o aprendizado acontece em verdadeiras aulas de campo. O campo pode ser na própria cidade, estado, país ou em outros países. Perto ou longe, a essência do projeto é mantida.
A preparação para a viagem também merece destaque. Vai de seis meses até um ano e meio, realizada com a participação dos alunos através de apresentações em equipe. Nos mais variados formatos: gincanas, teatro, entrevista, são conhecidos os aspectos culturais, históricos, geográficos e tantos outros nas diversas áreas do conhecimento. São tratadas também as questões práticas, como bagagem, alimentação, saúde e as demais que envolvem uma viagem que pode ser de três dias a trinta dias.

A garantia dessa abordagem em relação ao estudo nas viagens vem de anos de prática que forjaram profissionais apaixonados pelo que fazem, cientes das suas responsabilidades e de que têm o enorme privilégio de usufruir da melhor sala de aula que existe. Afinal, nenhum recurso audiovisual, ou software educativo, ou material didático, consegue rivalizar com a chance de estar in loco, ao vivo e em cores, protagonizando as suas descobertas e o seu próprio saber.

Por isso que somos tão encantados quanto às nossas viagens, porque já vivemos momentos memoráveis em lugares extraordinários e mais diversos. E porque somos convictos de que os efeitos no aluno na construção da sua autonomia e aprendizagem são incalculáveis.

Aprender viajando é bom demais!

Roteiros mais frequentes das viagens pedagógicas do Colégio Santa Cecília

- MORRO BRANCO E ARACATI – Os alunos do 4º ano do Fundamental começam a sua longa trilha de viagens pedagógicas conhecendo a nossa própria História. O princípio que nos norteia é simples: antes de descobrir e valorizar a cultura alheia, é necessário conhecer e valorizar a própria. Por isso, a primeira expedição educativa dos nossos alunos é para descortinar as riquezas históricas, naturais e arquitetônicas de Beberibe e Aracati em três dias de jornada do PROJETO SIARÁ, UM MAR DE CONHECIMENTO.

- RECIFE, OLINDA E CARUARU – Em 2017, completamos a 19ª edição de um projeto que é (e sempre foi) sucesso de crítica e de público: o VIVA NORDESTE. São cinco dias de muitas emoções e descobrimentos nas terras de Pernambuco. História, folclore, cultura, costumes, diversão... Tudo é contemplado nessa jornada que é esperada ansiosamente pelos alunos do 5º ano. E o melhor é que tudo aquilo que eles estudam em classe e nas reuniões de preparação pode ser visto, ao vivo e em cores, nos dias da expedição. Não é por nada que todos ficam eufóricos.

- CARIRI – Os alunos do 6º ano estão estudando, entre outras coisas, rochas, fósseis e folclore. Ótimo, porque nos quatro dias de viagem pedagógica não lhes faltarão oportunidades para contemplar as riquezas do interior do nosso estado. Afinal, como todos sabemos, o Cariri é dotado de um patrimônio histórico, natural e cultural como poucos lugares neste País. Conhecer as cidades de Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Assaré é conhecer Patativa e Padre Cícero; é conhecer as nossas manifestações religiosas; é apreciar o Geoparque e a Fundação Casa Grande; é – por fim – descobrir a nós mesmos da melhor forma.

- LENÇÓIS MARANHENSES E SÃO LUÍS – São Luís é a única cidade brasileira que teve uma fundação francesa. Não obstante, essa presença não é tão percebida nos costumes e na arquitetura local quanto a portuguesa. O casario do Centro histórico da capital maranhense é tombado pelo IPHAN e considerado patrimônio histórico pela UNESCO. As belezas naturais dos Lençóis Maranhenses são apreciadas por milhares de pessoas que vêm de toda parte do mundo. É isso tudo – e muito mais – que os nossos alunos do 7º ano poderão conhecer nesses quatro dias encantadores de viagem por esse estado rico de história e riquezas naturais.

FERNANDO DE NORONHA –  Noronha é sempre um caso à parte. A ilha consegue reunir história, riquezas naturais e paisagens estonteantes como poucos lugares neste mundo. Noronha já atraiu ingleses, franceses, portugueses e holandeses na sua gênese. Hoje, continua a atrair mais e mais turistas de todo o planeta. Possui as praias mais bonitas de um país que é ph.D. em praia. Foi já prisão para encarcerados políticos, base naval americana, sediou naufrágios e até Charles Darwin realizou pesquisas nas suas areias cristalinas. Não é à toa que o projeto de viagens pedagógicas do oitavo ano é um dos mais procurados e festejados há mais de quinze anos. Afinal, Noronha é um sonho realizado.

SALVADOR E CHAPADA DIAMANTINA – O Colégio Santa Cecília foi pioneiro em levar grupos de estudantes do Ceará para diversos lugares, como Fernando de Noronha, Europa, Canadá e também para a Chapada Diamantina. Além de riquíssima em recursos hídricos, em riquezas naturais e biodiversidade, é um lugar que exige do viajante muito condicionamento físico e até certa coragem. Afinal, para se conhecer bem tudo aquilo que esse roteiro pode oferecer, o expedicionário será convidado a atravessar cavernas do tamanho de catedrais, a saltar em lagos incrustados caprichosamente em grutas semiescondidas, em subir morros e – sem dúvidas – caminhar incessantemente em trilhas tão longas quanto bonitas. E para fechar em grande estilo esses sete dias de viagem, temos dois dias aproveitando as belezas de Salvador.

RUMO AO SUL – Uma das viagens mais ricas e plurais da Escola. São quinze dias de jornada, partindo do Rio de Janeiro, passando por São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Serras Gaúchas e terminando em Porto Alegre. Uma oportunidade para não só conhecer melhor o nosso país, mas também para aprender a amá-lo e valorizá-lo muito mais, afinal, em nenhuma outra viagem do Colégio se pode observar com tal clareza a diversidade cultural que faz esta grande nação continente tão diversificada, mas, ao mesmo tempo, ainda assim brasileira.

EURO – Depois de vinte e quatro anos e doze edições desse ousado projeto que visa levar jovens estudantes para um mês de viagem por mais de dez países europeus, a EURO 2017 conduziu um número recorde de estudantes brasileiros para o Velho Continente. São oitenta e seis alunos que, depois de mais de um ano de estudos e preparação, conheceram a Europa num roteiro rico e diversificado: Lisboa – Madri – Barcelona – Nice – Mônaco – Florença – Roma – Assis – Veneza – Innsbruck – Lucerna – Berna – Zurique – Munique – Moscou – Bruxelas – Amsterdam – Londres – Saint Michel e finalizando pela imbatível Paris. A Euro é não só a maior, mais exigente e ousada viagem pedagógica do Colégio Santa Cecília, mas, na verdade, a maior, mais exigente e ousada viagem pedagógica que alguma escola brasileira fez ou faz.