Abolição dos escravos

21/06/2018
Alunos do 9º ano escrevem sobre o período da escravidão.

A professora  Marília Holanda propôs aos alunos do 9º ano um pensar sobre os contextos da época e uma atualização do tema Abolição dos Escravos hoje.
Os estudantes trazem muitas experiências que eles capturam na sociedade atual, as quais fazem com que tenham um olhar crítico e contemporâneo sobre as questões que envolvem um período da nossa história e o que repercute até hoje.

Seguem alguns textos dos nossos alunos. São diversas percepções sobre o tema que só enriquece e amplia os horizontes e os conhecimentos sobre a questão.

Abolição dos escravos

O ranger das correntes

Ainda provoca o terror

Daquela época sombria

Em que famílias eram separadas

E condicionadas à tortura

Não havia garantia de liberdade

Só fugindo ou morrendo

Ainda há o medo

De acordar e

Voltar àquele pesadelo.

Isabelle Jucá - nº 19 (9º ano D)

 

Abolição dos escravos: mudanças e permanências

Há alguns anos, a humanidade realizou um dos maiores feitos históricos: a abolição da escravidão.

Aqui no Brasil, o líder da abolição foi o estado do Ceará. Mas nem tudo melhorou depois disso.

Ainda existem milhares de pessoas que trabalham durante horas e ganham pouco ou nada de salário. Tem gente que não recebe alimento (e se recebe, são apenas sobras), que é ferido por algum erro enquanto realizava uma tarefa. E tem o trabalho infantil, em que as crianças são obrigadas a trabalhar e não têm o direito de estudar.

Mas também houve uma melhora. Conseguimos libertar algumas pessoas, dar uma qualidade de vida melhor (com direito à casa, alimentação e roupas). Porém, nós ainda temos muito trabalho pela frente para podermos libertar aqueles que ainda sofrem com algum tipo de escravidão.

Beatriz Priante (9º ano A)

Abolição da escravatura: mudanças e permanências

Apesar de a abolição da escravatura ter ocorrido anos atrás, nos dias de hoje ainda conseguimos observar alguns resquícios da escravidão em nossa sociedade. Temos diversos exemplos que, se compararmos, realmente são assustadoras as semelhanças entre as situações. Uma delas é o trabalho infantil, que é tanto visto nas ruas, nos semáforos etc. Apesar de ser comum, não é certo, já que criança tem que estudar e se divertir e não passar o dia trabalhando exaustivamente para ganhar pouquíssimo dinheiro. O desemprego incontável que assombra a vida de muitos trabalhadores que, por conta da miséria que ganham, acabam sem teto e desempregados.

Júlia Brandão (9º ano A)

 

Que país eu quero para o futuro

Certo dia, eu estava na fila da cantina quando duas garotas e uma mulher furaram a fila. Não olharam para trás, apenas pegaram a comida e saíram dali. Essa situação, que se tornou, infelizmente, comum em nosso cotidiano, despertou em mim a seguinte reflexão: “Se esperamos a honestidade por parte dos políticos, por que não fazemos o mesmo?”.

Realmente essa pergunta me afligiu durante dias, porque nem eu sei respondê-la. Talvez nossa política de não corrupção para os deputados, governadores, prefeitos seja uma hipocrisia. Pois, vejam bem, qual é a nossa moral para reclamar da injustiça nos senados quando um adulto e duas crianças furam fila, como se não fosse grande coisa?

Eu quero um país que conscientize a nação de que somos um único conjunto de pessoas (de diferentes etnias, gêneros e opção sexual), e não seres individualistas, que não pensam no próximo, que tomem cada ação, percebendo o impacto dela na sociedade.

Isabelle Monteiro Jucá (9º ano D)

 

Abolição da escravidão: mudanças e permanências

No dia 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que formalmente acabou com a escravidão no Brasil. Mesmo depois de 128 anos de libertação, os impactos de quase quatro séculos de escravidão continuam presentes na sociedade brasileira.

Houve algumas mudanças significativas, por exemplo, hoje em dia não é mais permitido um senhor “possuir” escravos e explorá-los com violência, embora em algumas cidades do interior ocorram situações bem semelhantes. Além disso, pessoas negras, hoje, no papel têm os mesmos direitos que pessoas brancas e recebem salários por seu serviço.

Entretanto, continua a haver em nosso País relações raciais muito assimétricas, com camadas populares principalmente formada por negros condenados à exclusão social e ao preconceito. O salário médio da população negra é muito mais baixo do que o dos brancos, e há empresas que pagam menos para um negro do que para um branco para realizarem a mesma tarefa. Além disso, a maioria dos analfabetos brasileiros são negros.

Por isso, é importante que a população se conscientize que somos todos iguais e lute por um país mais igualitário, sem disparidades entre pessoas de diferentes cores, origens ou religiões.

Sofia Santana de Figueirêdo (9º ano A)