
Jesus não faz nada pela metade
No milagre da multiplicação dos pães, vemos como Jesus, após a morte de João Batista, busca um lugar deserto para estar a sós. Porém, quando uma multidão o segue, Ele, movido por compaixão, se põe ao serviço daquelas pessoas. A compaixão de Jesus é uma manifestação da sua vontade de estar junto de nós e de nos salvar. Por isso, querendo que discípulos participassem da sua compaixão, pediu-lhes que providenciassem comida para aquela gente, demonstrando que uns poucos pães e peixes, com a força da fé e da oração, podiam ser compartilhados pela multidão. Por outro lado, o gesto de abençoar os pães antes de multiplicá-los é o mesmo que Jesus realiza durante a Última Ceia e que os sacerdotes realizam a cada vez que celebram a Eucaristia. O relato da multiplicação se conclui com os discípulos recolhendo os pedaços que sobraram, indicando que agora cabe à Igreja dar continuidade à missão de Jesus: estar ao serviço da vida e da comunhão, sem abandonar nenhum necessitado.
Dirijo uma saudação cordial aos peregrinos de língua portuguesa, em particular aos fiéis de Portugal e do Brasil. Queridos amigos, Jesus se faz próximo das multidões e vem ao encontro das necessidades dos homens com a Eucaristia, tornando-nos assim partícipes da sua compaixão. Que fortalecidos pelo pão eucarístico, nos tornemos um sinal visível da misericórdia de Deus. Que Ele vos abençoe.
Fonte: http://w2.vatican.va/


