Prevenção e enfrentamento ao bullying: o que avançamos e o que ainda nos desafia

Prevenção e enfrentamento ao bullying: o que avançamos e o que ainda nos desafia

Relações que formam: por uma escola mais segura e empática
07/04/2026

Hoje, 07 de abril, Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, somos convidados a fazer uma pausa: olhar com mais atenção para as relações que estamos construindo dentro e fora da Escola. A data, instituída pela Lei n.º 13.277/2016, marca o repúdio a essa prática e reforça a importância da mobilização coletiva para sua prevenção. Neste ano, este dia ganha um significado ainda mais relevante ao marcar uma década da lei que instituiu esse compromisso coletivo de prevenção e enfrentamento.

Ao longo desses anos, avançamos no reconhecimento de que o bullying não é “brincadeira” nem parte natural do crescimento. Sabemos que ele fere, marca trajetórias e impacta profundamente o desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes. Por isso, esta não é apenas uma data meramente protocolar, mas um convite à responsabilidade compartilhada.

A escola é um espaço privilegiado de convivência, onde diferenças aparecem, vínculos se formam e conflitos são vivenciados. É justamente nesse cenário que crianças e adolescentes aprendem, na prática, o que é respeito, limite e responsabilidade pelo outro. E esse aprendizado não acontece apenas por meio de discursos, mas, sobretudo, pelas experiências que vivenciam e pelos exemplos que observam cotidianamente.

Para as famílias e educadores, o desafio é duplo: proteger e, ao mesmo tempo, educar. Isso significa acolher e fortalecer quem sofre, mas também intervir com firmeza e orientação acerca daqueles que assistem e praticam atitudes de violência e/ou desrespeito. 

Neste momento histórico, em que acompanhamos com frequência notícias sobre diferentes formas de violência na sociedade, reforça-se ainda mais a importância de começarmos cedo. A forma como meninos e meninas aprendem a se relacionar, a lidar com limites, frustrações e com o outro, especialmente com o diferente, tem impactos diretos na sua construção identitária e em como conseguem conviver com tolerância e empatia ao longo da vida. Relações baseadas na desvalorização, controle ou agressividade não começam na vida adulta, elas são aprendidas, muitas vezes, desde cedo. Por isso, falar sobre bullying também é falar sobre cultura de respeito. É ensinar que ninguém precisa diminuir o outro para se afirmar, que diferenças não são ameaças e que conflitos fazem parte da vida e devem ser resolvidos sem violência.

Mais do que nunca, precisamos estar atentos aos sinais, disponíveis para escuta e comprometidos com intervenções consistentes. A prevenção ao bullying se faz no cotidiano: na forma como corrigimos, como acolhemos, como colocamos limites e, principalmente, como ensinamos nossas crianças e adolescentes a compreenderem o que sentem, a lidarem com frustrações e a se responsabilizarem pelas formas como se relacionam.

Que esta data nos lembre que educar é também formar para a convivência e que cada adulto, em seu papel, tem uma influência real na construção de ambientes mais seguros, respeitosos e saudáveis para todos.

 

Serviço de Psicologia Escolar - SPE

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